DESCOMPLICA UNINA: ENTENDENDO O VERBO – PARTE 2

Continue o seu aprendizado sobre a língua portuguesa com o novo episódio do Descomplica Unina: Entendendo o Verbo parte 2...

Neste texto, vamos dar continuidade a nossa visita ao “País Verbo”, vendo outros pontos relacionados a ele. 

Lembrando que, no “Verbo”, os “habitantes” têm características específicas que indicam: ação, estado e fenômeno meteorológico, entre outros processos.

Nesse país, os termos (verbos) que lá “habitam” devem ser flexionados de acordo com o número, a pessoa do discurso, o tempo, o modo e a voz. Mas há alguns “habitantes” (verbos) que não se relacionam com ninguém e agem de forma independente, enquanto outros atuam de forma conjunta. Mas falaremos mais sobre eles no decorrer do texto.  

Neste texto, veremos a classificação dos verbos, as formas nominais e as locuções verbais. 

Como já mencionado, os verbos podem, normalmente, indicar ação, estado ou fenômeno meteorológico. Veja os exemplos. 

Quando falamos em classificação dos verbos, estamos nos referindo aos tipos de verbos, que são classificados de acordo com a sua flexão. 
Veja quais os tipos que temos. 

Verbos regulares: Seguem o modelo padrão de flexão. Isso significa que a desinência verbal muda seguindo um padrão, quando os verbos terminam em “ar”, “er” e “ir”, sem alterar o radical. Veja os exemplos a seguir. As partes grifadas representam o radical e as destacadas em vermelho são as desinências verbais. 
Vamos conjugar os verbos:

Percebeu que a desinência (terminação) de cada verbo seguiu um padrão e o radical (parte grifada) manteve-se intacto? 

Verbos irregulares:tendem a seguir o modelo padrão, mas, dentro das conjugações, há algumas que se afastam do padrão, apresentando alterações no radical ou nas terminações verbais. Temos o exemplo do verbo “fazer”. 

Verbos anômalos: são verbos que não têm um padrão definido nas conjugações, podendo apresentar mais de um radical nas diferentes flexões. Os dois principais verbos anômalos são o ser e o ir. 
Acompanhe o exemplo do verbo “ser”.  

Verbos defectivos: são aqueles que não podem se conjugados em todas as formas, tempos e pessoas. Assim, têm uma conjugação incompleta. Um exemplo é o verbo “colorir”
Ex.: 
Presente do Indicativo 

Obs.: não há conjugação do verbo “colorir”, no presente, na 1ª pessoa do singular. 
Verbos abundantes: são os verbos que têm mais de uma forma equivalente para a mesma conjugação. Por exemplo, os verbos “pagar” e “entregar”. 
Ex.: 

Verbos Impessoais: são os verbos que são conjugados somente na 3ª pessoa do singular. Eles não se relacionam com ninguém, pois as frases não apresentam sujeito. Eles são muito usados no lugar dos verbos “existir” e “acontecer” e também em expressões de tempo decorrido. 
Ex.:  

Agora vamos ver sobre as formas nominais do verbo. Elas são chamados assim porque desempenham uma função semelhante a dos substantivos, dos adjetivos e dos advérbios e não exprimem o tempo e o modo verbal.  
Temos três formas nominais do verbo. 

Agora, vamos ver o último assunto referente ao verbo: a locução verbal. Ela é constituída por um verbo auxiliar e um verbo principal. O verbo auxiliar acompanha o verbo principal e indica as flexões do verbo: número, pessoa do discurso, modo, tempo e voz
Já o verbo principal recebe esse nome porque ele expressa a ideia principal da ação praticada pelo sujeito da frase. 
Ex.:  

As locuções verbais apresentam também tempos compostos, que são formados pelos verbos “ter” e “haver” junto ao particípio do verbo principal. 

Ex.:  

Espero que você tenha “descomplicado” um pouco sobre esse assunto. Na próxima publicação do “Descomplica, Unina!”, daremos continuidade à “viagem” pelo “Planeta Gramática”. 
Até a próxima… 

Gostou? Ficou com dúvidas? Quer sugerir outros temas? Entre em contato com o setor do PROLAC, o Programa de Letramento Acadêmico da Faculdade Unina: carla.sanches@unina.edu.br ; luis.gabriel@unina.edu.br ; sonia@unina.edu.br .  
Texto escrito pela professora Carla Emanuelle Sanches. 

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