DESCOMPLICA, UNINA!

“DESCOMPLICA, UNINA!”: como argumentar nas questões discursivas do Enade!

No texto anterior do “Descomplica, Unina!”, você conheceu as partes que compoem um texto (introdução, desenvolvimento/argumentação e conclusão) e como ele é estruturado. Quer (re)ler o texto? Clique aqui!

Nesta segunda publicação, você vai compreender melhor como argumentar as suas ideias nas questões discursivas do Enade!

A Argumentação no Enade

A prova do Enade é constituída por 5 (cinco) questões discursivas, que variam de 8 a 10 linhas. Independentemente do limite para a escrita, em todas elas você deve saber como estruturar o seu texto e, principalmente, argumentar aquilo a que você se propõe a abordar na escrita.

Dito isso, você já deve ter escutado de alguns professores, no período escolar ou até mesmo na graduação, depois de eles terem analisado algum texto seu, algumas expressões como: “Faltou argumentação”, “Você precisa argumentar mais”, “Precisa aprofundar as argumentações”, certo?! Mas, afinal, o que é argumentação?!

Argumentação é um recurso utilizado nos textos para sustentar uma tese (ideia), logo, para o autor mostrar que sua ideia tem relevância, ele precisa ter bons argumentos.

Esses argumentos são essenciais na construção de um texto, pois, por meio deles, serão apresentados estudos, dados, fatos relevantes, opiniões de especialistas que embasarão a sua ideia/opinião/posição.

Você se lembra de que o primeiro parágrafo da sua resposta deve ser uma introdução ao tema, certo?! Depois, dela, você precisa desenvolver “o corpo do texto”, que é constituído por parágrafo(s), em cada parágrafo é trabalhada uma ideia central acompanhada dos seus possíveis argumentos.

Vale destacar que há alguns tipos de argumentação, mas, neste texto, abordaremos dois deles: argumento de comprovação e argumento por autoridade! Os outros serão contemplados nas próximas publicações.

Argumento de Comprovação

O argumento por comprovação é utilizado quando se quer usar argumentos comprovados pela ciência, como: dados, estatísticas, porcentagens, pesquisas. Para ficar mais fácil de você compreender como ela ocorre no texto, veja o exemplo a seguir cuja temática abordada foi “A desigualdade social em se tratando da população preta”.

Repare que os dados utilizados para argumentação estão destacados em negrito, trazendo informações do IBGE, por exemplo.

Ex.:

Muito se discute sobre a desigualdade social no Brasil, segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, as pessoas pretas ou pardas são as que mais sofrem no país com a falta de oportunidades e a má distribuição de renda.

Embora representem a maior parte da população (55,8%) e da força de trabalho brasileira (54,9%), apenas 29,9% dessas pessoas ocupavam cargos de gerência.

Argumento de Autoridade

Já o argumento por autoridade é utilizado quando se quer usar argumentos de especialistas, estudiosos, entendedores de um determinado assunto que tenham reconhecimento por suas produções intelectuais.

Para ficar mais fácil de você compreender como ela ocorre no texto, veja o exemplo a seguir cuja temática abordada foi “O dircurso de ódio que ganha força nas redes sociais”.

Repare que o autor do texto traz os argumentos de um filósofo para embasar os seus, como destacado, em negrito, no texto.

Ex.:

Os discursos de ódio, que se proliferaram pelas redes sociais no Brasil, vêm ferindo muita gente; em alguns casos, afetando até o psicológico das pessoas.Muitos, de forma radical e perversa, vêm destilando seu ódio com o intuito de ferir alguém.

De acordo com  Byung-Chul Han (Filósofo sul-coreano) “O respeito está ligado ao nome. O anonimato e o respeito excluem-se mutuamente. A comunicação anônima, que a digitalização facilita, opera uma destruição maciça do respeito. E é, em parte, responsável pela crescente cultura da indiscrição e da falta de respeito.

As shitstorms (“tempestade de indignação”) são também anônimas e é o anonimato que as tornam tão violentas.”.

Importante

Uma dica importante para você inserir o argumento por autoridade é utilizar de modalizadores que indicam o uso de ideias de outros autores no seu texto, tais como: “Segundo fulano de tal”, “Como afere fulano de tal”, “De acordo com fulano de tal”, “Na perspectiva de fulano de tal”, dentre outros.

Nas próximas publicações do “Descomplica, Unina!”, serão trabalhados outros modelos de argumentação.]

Gostou? Ficou com dúvidas? Quer sugerir outros temas? Entre em contato com o setor do PROLAC, o Programa de Letramento Acadêmico da Faculdade Unina: carla.sanches@unina.edu.br ou  luis.gabriel@unina.edu.br.

Texto escrito pelos professores: Carla Emanuelle Sanches e Luis Gabriel Venancio Sousa.

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